segunda-feira, 13 de abril de 2015

Aplicação de calcário a lanço.
Incorporação ao solo, utilizando enxada rotativa.
Adubação de plantio.



            O preparo de solo consiste em uma das principais etapas do ciclo produtivo das hortaliças, através dele asseguramos o correto suprimento de água e oxigênio às raízes, além de reduzir a possibilidade de impedimento físico do crescimento radicular devido a camadas de solo compactadas. No ambiente protegido destinado ao cultivo do tomate na disciplina FIT 461, o preparo do solo foi realizado através de uma enxada rotativa acoplada a um trator, buscando o correto destorroamento e nivelamento da área.
Após a interpretação da análise do solo da área, realizamos o cálculo da necessidade de calagem (NC, t/ha) pelo método de Saturação de Bases, elevando a saturação por bases (V%) até 80 %.  
NC = (Ve / 100)T – SB

 T = CTC a pH 7 (em cmolc/dm³);
SB = Soma de bases (em cmolc/dm³);
Ve = Saturação por bases desejada para a cultura
A quantidade de calcário aplicada (QC, t/ha), foi calculada da seguinte maneira:
QC = NC x (SC / 100) x (PF / 20) x (100 / PRNT)
SC = % da área onde o calcário será aplicado;
PF = Profundidade de incorporação do calcário (cm);
PRNT = Poder relativo de neutralização total do calcário utilizado (%). 
A recomendação foi de 3,42 t/ha de calcário de PRNT 96%. O calcário foi distribuído a lanço manualmente por toda a área de plantio (48 m²). Após aplicarmos o calcário, a enxada rotativa foi acionada novamente promovendo a incorporação do corretivo ao solo.
            As adubações de plantio foram realizadas uma semana após a calagem. Para tal, foram abertos sulcos nos locais referentes às linhas de plantio onde foram aplicados o fertilizante orgânico e o mineral. Foram aplicados 24 m³/ha (120l/50 m²) do composto orgânico disponível. A adubação mineral foi calculada com base na Recomendação para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais - 5ª Aproximação (1999).
Tabela 1 - Doses de macro e micronutrientes recomendados para o cultivo do tomateiro.
Nutriente
kg/ha
Fertilizante
kg/ha
kg/50m²
P2O5
1064
Super simples
5900
29,55
K2O
60
KCl
103,45
0,5
N
30
Uréia
68,18
0,34
B
1
Boráx
9,1
0,045





                                Após aplicação localizada  em sulcos dos fertilizantes químicos e do composto orgânico, foi feita a incorporação manual dos mesmos ao solo utilizando enxadas. Ao término da adubação, os sulcos foram fechados, estando prontos para receber as mudas no momento do transplantio.

Curiosidade: Para fazer a mistura desses fertilizantes químicos, recomenda-se que a mistura seja feita do fertilizante em menor quantidade para o de maior quantidade, assim, jogamos em uma lona o Boráx, seguido da Uréia, do KCl e por ultimo, o Superfosfato Simples, buscando uma mistura mais homogênea e uma melhor distribuição dos nutrientes na área.



Calcário utilizado para correção e adição de Cálcio e magnésio ao solo.

Aplicação de calcário a lanço

Aplicação de calcário a lanço

Aplicação de calcário a lanço

Após a correção do solo foi realizado abertura de sulcos para adubação mineral e adição de compostagem vide analise de solo.

Abertura de sulco.

Monise colhendo informações práticas com Prof. Paulo Fontes

Adubação em sulco. Aspecto branco devido a grande quantidade  de Superfosfato simples requerido pela cultura.

Adição de composto orgânico e incorporação ao solo.

Incorporação adubo e composto orgânico

Vista geral do ambiente protegido com as laterais ainda abertas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Plantas com 16 dias após a semeadura.

            Para a produção das mudas que serão utilizadas na disciplina, foram usados os seguintes insumos: Bandeja de poliestireno expandido de 128 células e formato piramidal, substrato Tropstrato HT hortaliças e adicionado 400 gramas de fertilizante Superfosfato simples, devido a exigência nutricional da planta de tomateiro.
          A semeadura ocorreu no dia 23 de fevereiro de 2015. Procedeu-se a utilização do substrato preparado com a adição de fosfato e foi compactado levemente sobre as bandejas. Posteriormente foram semeadas em profundidade de 0,5 cm com um marcador para colocar todas as sementes na mesma profundidade. Após cobrir as sementes, foi realizada uma irrigação com a saturação do substrato com água, para melhor aderência da semente com o substrato. O substrato presente sobre as divisões de cada célula, após semeadura, foi retirado fazendo a limpeza, para evitar a formação de raízes entre as células. Em cada bandeja foi semeado uma variedade, sendo elas as cultivares Sophia, Dominador e Mascot. Após realizarmos todos esses procedimentos, colocamos as bandejas sobre um suporte em um ambiente fechado, coberto por lona preta e mantido por 3 dias, para evitar oscilação da umidade no substrato e garantir uma boa germinação .
         Curiosidade: Como visto em um artigo, o melhor tipo de bandeja para fazer a produção de mudas são bandejas de poliestireno expandido de 200 células com formato piramidal. Citação: Gustavo Henrique de Oliveira et al. Avaliação do crescimento de mudas de tomate em diferentes tipos de bandejas comercias. Cerrado agrociências. UNIPAM, (2):84-90, set. 2011



Substrato utilizado para enchimento das bandejas. Foi necessário a adição de 400g de superfosfato simples até as plantas atingirem o tamanho ideal.

Muda em bandeja com 9 dias após a semeadura. Neste estádio as mudas apresentaram 6 cm de altura e 2 folhas cotiledonares.